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Nova geração do Cayenne no Brasil
Porsche apresentou oficialmente a nova linha Cayenne. Todas as versões (Cayenne, Cayenne S e Cayenne Turbo) ganharam motores mais potentes em comparação às similares oferecidas até 2006. Esta é a segunda geração do utilitário esporte da marca, que agora passa também a ter um novo estilo, com novos desenhos de faróis e lanternas e entradas de ar com maiores dimensões. Desde o seu lançamento em outubro de 2002, até o final de 2006, saíram do centro de produção da Porsche, em Leipzig (Alemanha), cerca de 150.000 Cayenne.
Todas as versões tiveram aumento na capacidade volumétrica dos motores. O V6 do Cayenne passa a ter 3,6 litros (antes, eram 3,2) e a desenvolver 290 cv (40 cv a mais que nas unidades fabricadas até 2006), permitindo atingir velocidade máxima de 227 km/h e ir de 0 a 100 km/h em 8,1 segundos.
No Cayenne S (motor V8 aspirado), a cilindrada passou de 4,5 litros para 4,8 litros, devido ao aumento do diâmetro dos cilindros em 3 mm. A potência aumentou de 340 para 385 cv (a 6.200 rpm) e a velocidade máxima é de 252 km/h (câmbio manual de 6 marchas) ou 250 km/h (Tiptronic S, neste caso sendo 8 km/h mais rápido que antes). Equipado com câmbio manual, o carro vai de 0 a 100 km/h em 6,6 segundos − com Tiptronic S, esse tempo passa para 6,8 segundos, ou 0,4 segundo mais rápido que o Cayenne S da geração anterior. Se equipado com câmbio Tiptronic, o novo Cayenne S pode ter um sistema exclusivo de escape esportivo que emite um som mais agressivo. O sistema pode ser controlado pela tecla Sport e o som varia de acordo com a carga do motor, a velocidade, a rotação e a marcha engrenada. O elemento externo de diferenciação desse sistema está na traseira, com as ponteiras do cano de escape duplas feitas em aço inoxidável cromado. Semelhantes às do Cayenne Turbo, diferenciam-se destas por uma nervura entre cada ponta.
No Cayenne Turbo, o motor V8 biturbo agora gera 500 cv de potência (antes, 450 cv), com a velocidade máxima chegando a 275 km/h e a aceleração de 0 a 100 km/h sendo feita em 5,1 segundos. O diâmetro das turbinas foi aumentado e, como já acontecia antes, cada turbocompressor atua em uma bancada de cilindros. A pressão máxima é de cerca de 1,8 bar e está disponível desde 2.250 rpm. Para manter constantemente a potência mais conveniente, a pressão de sobrealimentação diminui à medida em que aumenta a rotação do motor. Todos os motores da linha Cayenne passaram a ter injeção direta de gasolina com pressão de 40 a 120 bar. Denominado Porsche DFI (Direct Fuel Injection), o sistema aumenta de forma eficaz o rendimento termodinâmico do motor, proporcionando ganho de desempenho e menor consumo de combustível. Outro fator que levou à diminuição do consumo é a otimização aerodinâmica obtida com as mudanças estilísticas na dianteira. Mudaram os desenhos dos defletores e aletas, do spoiler dianteiro, dos espelhos retrovisores e do spoiler de teto. Em todas as versões, o coeficiente (Cx) é 0,35, um ganho de 0,3 em relação ao Cayenne e 0,4 em relação ao Cayenne S e ao Cayenne Turbo da geração anterior.
Todas as versões estão equipadas com faróis de neblina situados em posição mais baixa e mais próxima às extremidades do spoiler dianteiro. Pela primeira vez, a linha Cayenne passa a ter sistema de iluminação dinâmica em curvas, complementando o sistema de iluminação estática. Ela faz parte das lâmpadas bixenônio dos faróis e proporcionam grande capacidade de iluminação. A iluminação dinâmica permanece ativa quando o veículo supera a velocidade de 3 km/h e está disponível como equipamento opcional nas versões Cayenne e Cayenne S. O ângulo máximo no farol posicionado no lado interno da curva é de 15º, enquanto o exterior fica em 7,5º. A combinação dos dois sistemas (estático e dinâmico) proporciona diversas vantagens ao rodar a qualquer velocidade. Os piscas estão localizados verticalmente nas margens das entradas de ar dianteiras − no Cayenne Turbo, esses elementos estão localizados no terço superior das mesmas aberturas. O modelo mais potente também se diferencia claramente dos demais por um desenho especial dos grupos óticos ao circular na escuridão. A traseira também teve o estilo renovado. As lanternas possuem novo desenho e foram reposicionadas. Um novo spoiler de teto alonga a linha da capota para trás, acentuando a esportividade e garantindo uma visibilidade perfeita para a terceira luz de freio. Uma faixa negra situada abaixo da janela dá impressão de que suas dimensões são maiores que as reais. Também se observa um novo desenho da moldura protetora da abertura inferior da tampa. Esse elemento possui acabamento em aço inoxidável que protege a carroceria de possíveis danos no ato de colocar ou retirar carga no porta-malas.
O sistema de suspensão pneumático permite ajustar seis níveis de altura, com uma variação de 110 milímetros. No nível “normal”, o vão livre em relação ao solo é de 215 mm. O “nível de carga” é a posição mais baixa possível: fica 52 mm mais baixo na dianteira e 55 mm mais baixo que na traseira, em relação ao nível normal. Esta posição só é possível com o veículo parado: quando ele se movimenta, o sistema passa automaticamente ao nível normal. O “nível baixo” fica 22 mm abaixo do “normal” e pode ser considerado “esportivo”, já que o trem de rodagem fica mais rígido e ao mesmo tempo favorece a estabilidade e a aerodinâmica do Cayenne. A carroceria se situa automaticamente nesse nível sempre que o carro supera 125 km/h. Se o carro atingir 210 km/h, a carroceria desce mais 10 mm e chega ao “nível baixo especial”. Por outro lado, o “nível todo-terreno” ajusta uma maior altura livre, ficando 28 mm acima do “normal”. Este ajuste só pode ser acionado a velocidades abaixo de 80 km/h. E o nível “todo-terreno especial”, previsto para circunstâncias extremas, faz com que a altura livre do Cayenne seja de 271 mm − 30 mm acima da “normal”. Este nível só funciona até 30 km/h. As rodas são de 17 polegadas no Cayenne e de 18 polegadas no S e no Turbo. Opcionalmente, todas as versões podem ter rodas de 19 ou de 21 polegadas, estas últimas com duas opções de desenho (Sport ou Sport Plus) e com o mesmo peso das rodas de 20 polegadas também oferecidas pela Porsche. O controle de estabilidade PSM (Porsche Stability Management), equipamento de série, está constantemente vinculado ao PTM, mas não atua enquanto o veículo não estiver rodando em seu limite. Na nova geração do Cayenne, o PSM dispõe de novas funções: pré-carga do sistema de frenagem e servofreio de emergência, além de estabilização de reboque e anti-bloqueio de freios para todo terreno (ABS Offroad). A nova geração do Cayenne promove também a estréia de um sensor anti-capotagem capaz de ativar seletivamente os pré-tensores dos cintos de segurança e os airbags de cortina em caso de emergência, protegendo ainda mais os ocupantes.
Nas três versões, os bancos são revestidos em couro − material usado também no volante, nas portas, no console central e na empunhadura da alavanca de câmbio. O equipamento de série inclui alarme anti-furto, trava central com acionamento controle remoto, vidros escurecidos com absorção de raios solares, vidros com acionamento elétrico, assentos dianteiros com regulagens elétricas, sistema de som com CD, duplo tuner e 12 alto-falantes. O motorista passa ainda a escolher sua velocidade de cruzeiro em uma faixa que vai dos 30 aos 240 km/h.
09/04/2007 |